MÃE ARTIFICIAL: INSTALAÇÕES PARA OS PRIMEIROS DIAS DE VIDA DOS PINTAINHOS

Atualizado: 21 de Jul de 2020

Você sabia que a ausência da galinha-mãe no nascimento dos pintainhos, promove o aumento do estresse, comprometendo seu sistema imunológico. Com isso, os sistemas caipiras e orgânicos de produção buscam constantemente tecnologias de baixo custo, que possam favorecer o comportamento natural dos animais. Sendo a mãe artificial uma excelente alternativa.


Um dos momentos mais delicados, inerente à todas espécies existentes, é o nascimento de um novo indivíduo e sua adaptação ao ambiente no qual foi inserido. Nos sistemas de criação animal, o distanciamento abrupto do recém-nascido da mãe causa problemas irreversíveis, tanto de ordem física, como psíquica, expressos pelas condições de medo, estresse e ansiedade.


Na avicultura não é diferente. Os pintainhos criados nos sistemas de produção, são em grande medida adquiridos com 1 dia de vida, nascidos em incubatórios e/ou chocadeiras, são separados da mãe ainda no momento da fecundação dentro do ovo. Passam todo desenvolvimento embrionário em estruturas metálicas, por meio do controle artificial do aquecimento e umidade do ambiente.


Transportados em caixas de papelão até o galpão, passam por manejos totalmente diferentes do que acontece na natureza.


Na natureza, a galinha mãe permanece cerca de 21 dias chocando os ovos, saindo poucas vezes nesse período para beber água e se alimentar. Após o nascimento, os pintainhos continuam boa parte do tempo debaixo das asas da mãe. E na medida que crescem, vão ganhando espaço no terreiro, mas sempre retornam, principalmente em situação de perigo e no entardecer, quando permanecem debaixo da mãe durante todo período escuro do dia.


Já nos sistemas de produção, quando os pintainhos de 1 dia chegam de caminhão, são alojados em círculos de proteção, que fornecem as condições ideais de temperatura para sua sobrevivência. Porém, perdem sua referência materna, se veem em um ambiente amplo e sem proteção, fato que influencia no aumento do estresse inicial e consequentemente na diminuição do sistema imunológico, afetando sua saúde física, mental e seu comportamento natural.


Visando diminuir o estresse causado pela ausência da mãe nos primeiros dias de vida das aves, é utilizada uma tecnologia social, apoiada em conhecimentos tradicionais dos agricultores familiares, denominada mãe artificial.


Consisti em uma estrutura de madeira, com dimensões adaptáveis a quantidade de animais criados. Uma dimensão ideal para 200 pintainhos é: 2,20 metros de comprimento, 1,10 metros de largura e 0,40 centímetros de altura. O importante, é que a mãe artificial seja revestida com sacos de polipropileno (Bag) abertos e grampeados na madeira, formando uma espécie de saia na entrada.



O intuito da tecnologia é imitar a lógica que ocorre na natureza. Quando os pintainhos entram na mãe artificial, encostam nas “saias” do bag, esta passagem cria a percepção de estarem passando pelas asas da ave. Dentro da estrutura, são instaladas as lâmpadas halógenas para manutenção da temperatura ideal.


Além de imitar as asas da galinha-mãe, o ambiente mais fechado traz uma sensação de maior proteção aos animais, contribuindo para diminuição do estresse e consequentemente o fortalecimento da saúde física, mental e natural dos pintainhos.



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